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Foto: Folha de São Paulo | Na abertura da Climate Week, ACM Neto, prefeito de Salvador, o diretor agência de mudanças climáticas da ONU (UNFCCC), James Grabert, o diretor regional da C40, Manuel Oliveira, e o embaixador da Holanda, Kees van Rij; em pé, o secretário de sustentabilidade de Salvador, André Fraga. – Max Haack/Secom PMS

 

A emergência climática já é uma realidade e a América Latina precisa se organizar para impulsionar uma resposta para evitar que ela se intensifique. Pensando nisso, de 19 a 23 de agosto, a capital baiana Salvador, será transformada na “Cidade do Clima” e sediará a Semana do Clima da América Latina e Caribe. O principal objetivo é apoiar a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) dos países latino americanos e caribenhos sob o Acordo de Paris, instituído em 2015. O evento é visto como um aquecimento para a Conferência das Partes, que será realizada em dezembro no Chile.

É  também aquecimento para a Mobilização Global pelo Clima que acontecerá nos dias 20 e 27 de setembro, onde milhares de jovens, adultos e famílias no mundo todo, inspirados em Greta Thunberg, irão se mobilizar para exigir que os acordos climáticos sejam levados a sério, pedindo que os combustíveis fósseis se mantenham no chão.

Para o mestre em sustentabilidade e organizer da 350.org América Latina, Ilan Zugman, a realização da Semana do Clima no Brasil é uma grande oportunidade para o setor público e privado do país intensificar as discussões e ações para conter a crise climática. “O Brasil, como uma das principais potências do mundo, deve parar de ir na contramão do mundo e assumir um maior protagonismo nessas discussões que vão determinar o futuro de nosso planeta”, clarifica.

Outro ponto significativo, de acordo com o diretor interino da 350.org América Latina, Rubens Born, é a participação de diversos segmentos – sejam cientistas, ambientalistas, empresas e governos locais – para expor suas perspectivas e compromissos para as políticas e medidas de enfrentamento das mudanças do clima e seus impactos. “Ao dar transparência a tais compromissos, a sociedade poderá avaliar se governantes estão efetivamente engajados na transição para a sustentabilidade e economia de baixo carbono, mediante energias renováveis, proteção de florestas e ecossistemas, banimento de exploração de petróleo e gás, com base na ciência e nos direitos à vida saudável e segura”, explicita Born.

agenda do evento consiste em dois dias técnicos e três dias de diálogos temáticos, abordando assuntos que vão desde o desenvolvimento sustentável até a transição para uma economia de baixo carbono. Os resultados dos debates devem servir como base para a Cúpula sobre Ação Climática, organizada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, no dia 23 de setembro, em Nova Iorque (EUA).

 

Organização

A Semana do Clima da América Latina e Caribe é sediada pelo governo brasileiro com o apoio da cidade de Salvador (BA) e co-organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, Parceria de Marrakesh para Ação Climática Global, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ONU Meio Ambiente, Parceria UNEP DTU, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Estratégia de Desenvolvimento de Pequenas Emissões (LEDS), Organização Latino-Americana de Energía (OLADE), Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA).

Para mais informações, acesse o site da Semana do Clima da América Latina e Caribe.

 

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Paulinne Giffhorn